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“Todas as coisas”, no poder divino  |  Pr. Olavo Feijó

Romanos 8:28 - E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Depende do nosso objetivo. Se queremos complicar o óbvio, a afirmação do apóstolo não pode ter base na realidade. Se, entretanto, pretendemos ler aquilo que está escrito, o caminho é aceitar a revelação paulina: “Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem Ele chamou, de acordo com Seu plano” (Romanos 8:28).

O rótulo “teológico” que decidirmos apor ao texto da Carta aos Romanos terá, unicamente, a capacidade de acrescentar raciocínios humanos à afirmação simples do texto bíblico. Por que alguns teimam em descobrir complexidades na simplicidade escrita? Se Deus é, como dizem os teólogos sistemáticos, um Ser Onipotente, por que “todas as coisas” deveriam significar um desafio impossível, dentro do eterno plano de Deus?

O texto bíblico, quando nos foi escrito, quis declarar o projeto divino de garantir, aos seres humanos que O amam, a vivência do infinito poder do Seu amor. Como é que Ele faz isto não é da nossa conta. Aceitar a promessa de Romanos 8 é, simplesmente, aceitar em si mesmo o poder blindador da Sua natureza que, segundo João, é AMOR (I João 4:8). O fato de que nem sempre percebemos o poder amoroso de Deus na experiência complicada dos nossos problemas no mundo, apenas dificulta nossa fé. Mas nunca a invalida.