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Vejo as pessoas, mas parecem árvores  |  Pr. Olavo Feijó

Marcos 8:23 - E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.

O poder divino de Jesus nunca dependeu de rituais repetitivos para abençoar as pessoas. No caso de Betsaida, o Senhor usou uma abordagem inesperada e estranha para curar um cego. “Ele pegou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Então, cuspiu, passou a saliva nos olhos do homem, pôs a mão sobre ele e perguntou – Você está vendo alguma coisa? O homem olhou e disse – Vejo pessoas: elas parecem árvores, mas estão andando. Jesus pôs outra vez as mãos sobre os olhos dele. Dessa vez, o cego olhou firme e ficou curado, começando a ver tudo muito bem” (Marcos 8:23-25).

Temos a tendência de estereotipar as coisas e os processos. Há crentes que sempre sentaram no mesmo banco do templo, no final do banco, perto da parede. Sentar em outro lugar dá a impressão de que não estão participando do culto da maneira certa. Quando ficamos prisioneiros da mesmice eclesiástica, perdemos a noção do Senhor do templo e nos agarramos ao templo do Senhor.

Cristo nos abençoa do jeito que Ele bem entende. Com ou sem saliva. De perto ou de longe. Dentro do templo ou fora do templo. A benção não está no processo abençoador. Nossa comunhão com Cristo acontece seja com a abundância de nossas confissões e acontece, também, após os longos momentos de silêncio. “Cristo é tudo, em todos” (Colossenses 3:11). Precisamos do toque de Cristo, quantas vezes Ele decidir. É o único jeito de não tratar as pessoas como se fossem árvores...