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A decisão de obedecer  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 119:112 - Inclinei o meu coração a guardar os teus estatutos, para sempre, até ao fim.

O Salmo 119 é o maior da Bíblia, estendendo-se por 176 versículos. E, em cada um deles, o salmista exalta a Revelação escrita do Senhor, descrita através de sinônimos, que não se repetem. Qual foi a motivação do poeta, ao construir tal monumento à Bíblia? Aqui, apelamos para o verso 112: “Eu resolvi obedecer às tuas ordens, até o fim da minha vida” (Salmo 119:112).

O salmista, certamente, foi tão humano quanto nós somos. Quando seguia seus impulsos naturais, acabava fazendo sua própria vontade, muitas vezes em oposição aos princípios e critérios revelados pelo Espírito. Paulo foi um excelente exemplo dessa dura realidade: “o bem que quero fazer, não faço. E o mal que não quero fazer, este é o que faço” (Romanos 7:19). Por que “fazer o bem” é a coisa tão difícil para nós? Afinal de contas, quantos versos bíblicos conhecemos, que nos dizem claramente que a postura do cristão genuíno é a de obedecer os mandamentos de Jesus?!

Ser cristão implica em ser espiritualmente disciplinado. Liturgias cumpridas e dízimos oferecidos não conseguem, por si, desenvolver em nós o comportamento que a Bíblia nos propõe. O problema, então, é a postura consciente, amadurecida, de obedecer os padrões do Cristo. Só que obedecer os princípios bíblicos é dureza: “estreita é a porta e apertado é o caminho”, nos alertou Jesus (Mateus 7:14). A solução é a submissão. É um ajoelhar-se diante do Cristo, rasgar as vestes da nossa autossuficiência, tirar a coroa humana de nossa cabeça e cobri-la com a cinza da dependência. É o consciente salto da fé, que decide: “para mim, o viver é Cristo” (Filipenses 1:21). Sem Ele, esquece...